terça-feira, 25 de agosto de 2020

REGÊNCIA VERBAL (8.º ANO)

Ao ensinar REGÊNCIA VERBAL acabamos pegando alguns verbos totalmente alheios à realidade dos alunos. Os verbos VISAR, ASPIRAR estão em meus slides, mas durante a aula eu observei que eram verbos pouco utilizados.

Na verdade, acho desnecessário explorar esses verbos no 8.º ano, por isso repensarei minha prática para algo mais significativo.

Usei os slides em uma aula pelo Meet. Antes de explicar o conteúdo em si, relembrei as relações entre objeto e complemento de forma rápida, não vejo necessidade em ficar martelando sobre os termos relativos à transitividade agora. 

De qualquer forma, disponibilizo todos os slides.

Alguns slides: 





























domingo, 2 de agosto de 2020

O apanhador no campo de centeio - J. D. Salinger

Sabe do que eu gostei nesse livro?
O título.

Que título lindo, poético, nada clichê!

Fui à leitura sem ter contato com a sinopse. 
Quando cheguei à metade, grande estranhamento surgiu, pois parecia que ainda estava lendo a introdução. Uma introdução infinita.

Sim, essa é a resenha dessa obra: UMA INTRODUÇÃO INFINITA.

Foi a sensação que tive ao lê-lo.

Eu sei que a narrativa explora a visão de um adolescente com todos os seus questionamentos. Narra aquela fase em que o sujeito não gosta de ninguém, reclama de tudo, muda de ideia a todo momento e não encontra significado para a própria existência. 

Sim, senhores. Estou ciente.

Ok. O autor teve sucesso nisso, pois ler essa obra me deixou com a impressão de que passei 24 horas ouvindo o monólogo de um adolescente. 

Mas isso é suficiente para tornar o livro bom?

Talvez para alguns. 
Não para mim.

Veja, a leitura é MUITO fácil. Muito rápida. Não encontrará dificuldade nesse aspecto.
O que pesa é o excesso de NADA.

NADA acontece. 

Eterna introdução.

Há umas conversas na internet de que esse livro serviu de inspiração para alguns assassinos. Como??? Nada que eu tenha lido sugere algo semelhante.
Masssss...

FICA O AVISO: só pode falar mal do que você leu. 
Não se deixe levar pela opinião dos outros.
Somos diferentes e vivemos fases diferentes de nossas vidas.
Há muita gente que ama essa obra.
Eu não a amo, mas também não a odeio. 
Sinto pela obra o que ela proporcionou a mim: NADA.





terça-feira, 28 de julho de 2020

Os Miseráveis - Victor Hugo

O que dizer sobre esse livro?
1512 páginas lidas em cerca de 02 anos

Calma! Não sou tão lerda assim. 

O caso é que comecei a leitura dessa obra ao mesmo tempo em que fazia Mestrado. 

Assim, lia somente em alguns momentos de descanso. Além disso, li outras obras concomitantemente. Por exemplo, nesses dois anos, li também a trilogia de Artur (Bernard Cornwell), Lavoura Arcaica (Raduan Nassar), Fogo Morto (José Lins do Rego), iniciei A paixão segundo G.H. da Clarice Lispector (em andamento) e Laurentino Gomes... Enfim, junto de tudo isso, tive de dar conta de todas as leituras que envolviam meu estudo.

Sobre a obra em questão, não recomendo que alguém inicie pensando em fazer uma leitura rápida. Não falo isso pela quantia de páginas, pois o livro é imenso, mas pela densidade da narrativa.

Veja bem, há capítulos grandemente descritivos e informativos. Alguns dos quais me lembro são a descrição que o narrador fez do convento (interminável!), o relato sobre a formação das barricadas e a insurreição em si que ocorreu em julho (interessante e detalhado), a descrição do esgoto (fiquei impressionada!)...

Embora maravilhoso, por vezes o livro me cansou. 🙄

Os nomes franceses agravaram a dificuldade e minha leitura precisou acontecer em voz alta em alguns momentos, pois eu tinha a impressão de estar deixando passar algo

A história é linda e trágica.
Passei as últimas 40 páginas chorando (quase soluçando!).

Cara, não sei se idolatro o Jean Valjean ou se acerto a cara dele com uma cadeirada.😫

Com certeza, não é um livro para iniciantes. 

Fiquei com vontade de ter a versão impressa só para descobrir quantas vezes aparece a palavra INEXORÁVEL e suas variações. (a pronúncia do X é igual a pronúncia do Z) 
A tradução que li é a da Martin Claret. 
Não sei se é meramente uma questão de tradução, mas a palavra apareceu MUITO.

Não recomendo que comprem a versão em um único TOMO, pois foi bem incômoda a leitura. 
O livro pesou, ficou mal colocado e não dava para transportar facilmente.

Bom, gente, finalizo minhas rápidas impressões sobre a obra salientando que a leitura é rica, é informativa, é reflexiva e marcante.
Perdi a conta de quantas frases destaquei em meu livro 
(sim, eu risco e rabisco meus livros, pois acredito que faça parte da experiência de leitura) 

Vou reproduzir alguns trechos que me fizeram refletir, logo abaixo.

Grande abraço e boa leitura aos que têm coragem! É preciso!
OBRA-PRIMA

"O passado, de fato, tem muita força no momento em que estamos. Ele se recupera. Esse rejuvenescimento de um cadáver é espantoso. Ei-lo que anda e se chega. Parece vencedor; esse morto é um conquistador. Chega com sua legião, as superstições, com sua espada, o despotismo, com sua bandeira, a ignorância; há pouco tempo ganhou dez batalhas. Avança, ameaça, ri, está diante de nossas portas. Quanto a nós, não nos desesperemos. Vendamos o campo onde Aníbal se instala. Nós, que acreditamos, o que poderemos temer? Não há retrocessos de ideias bem como não há retrocessos de rios" 

"[...] no primeiro amor toma-se a alma muito antes do corpo; mais tarde, toma-se o corpo muito antes da alma; às vezes, não se toma absolutamente a alma [...]"

"Se há alguma coisa mais pungente do que um corpo agonizante pela falta de pão, e uma alma que morre da fome de luz"

"O VENTO DAS REVOLUÇÕES NÃO É MANIPULÁVEL"

"DEIXO-LHE O MÚSICO, MAS QUERO O CLARINETE!"

"Toda a luz de sua vida se fora, ele continuava acreditando ver o sol" 

"O gato e o rato são a prova revisada e corrigida da criação"

"As raças petrificadas no dogma ou desmoralizadas pelo lucro são impróprias para conduzir a civilização. A genuflexão, diante do ídolo ou diante do escudo, atrofia o músculo que caminha e a vontade que avança "

"Que ninguém se esqueça, com efeito, de que onde só há esperteza necessariamente há pequenez"."

"A ira atrai a revolta do mesmo modo que o vento ateia o fogo"

"Despertar de consciência é grandeza de alma"

"Os reflexos de um relâmpago ainda são parte do raio"

"A sinistra urtiga amara e protegera o lírio"

A melhor de todas:

"MORRER NÃO É NADA; HORRÍVEL É NÃO VIVER"




terça-feira, 14 de julho de 2020

ATIVIDADE PARA HAITIANOS/ESTRANGEIROS - 6.º ANO - 1

Olá!

Cansei de enviar atividades para minha aluna haitiana e a atividade voltar rabiscada.
Não posso mais fazer de conta que ensino.

Por mais que me FALTE tempo ( e falta!), preciso ajudá-la.

Dei uma pesquisada e fiz a adaptação abaixo de uma apostila para adultos, na verdade, modifiquei bastante. Peguei mais o tópico trabalhado...
Não sei se terei sucesso, mas toda tentativa é válida.
Né?


Fui alfabetizadora por 5 anos de minha vida. Essa abordagem não tem nada a ver com a forma como eu alfabetizava. Então, terei que testar a atividade para ver se funciona.


Gostaria muito de ouvir críticas construtivas e sugestões.

Grande abraço.


ORSO - 2019

domingo, 5 de julho de 2020

VESTIDA DE PRETO - MÁRIO DE ANDRADE


Utilizo esse texto com a 1.ª série do Ensino Médio para falar sobre interpretação, sobre prosa e sobre texto literário.
Normalmente, leio o texto na íntegra, antes da atividade.
Adaptada de livro didático.


ÁUDIO DO CONTO NA ÍNTEGRA:



ADAPTAÇÃO TEATRAL:



FUNÇÕES DA LINGUAGEM

Um compilado de atividades adaptadas de livros didáticos.
Só tenho em PDF.

ACENTUAÇÃO GRÁFICA

Avaliação feita para uma 1.ª série do Ensino Médio.
No final, lista de regras, pois acredito que esse conteúdo deve ser ensinado fazendo com que o aluno aprenda a aplicar as regras, não decorar.

CLIQUE AQUI para baixar a avaliação.

domingo, 21 de junho de 2020

Oração Subordinada Adjetiva

Videoaula 1:




ATIVIDADE 1 (FIXAÇÃO):
Basta salvar uma cópia em seu DRIVE.
Depois, anexe no ambiente virtual que utiliza, no meu caso, GSala de Aula.


Qualquer problema com o link, avisem. 

Videoaula 2:


ATIVIDADE 2:

Atente-se a seguinte situação!

(AUTORA: DANI BERTOLLO)



     Você está fazendo graduação e, para auxiliar no pagamento dos materiais e gastos básicos, precisou arrumar um emprego.


     Não foi fácil! Porém, por sua postura responsável e participativa, nas reuniões de condomínio, você se candidatou e foi escolhida/o como síndica/o do prédio onde  mora.


     Não poderia ser melhor! Trabalharia sem sair de casa o que auxiliaria em seus estudos e ganharia uma grana bem interessante.

Estava salva/o! Precisava manter essa função, pelo menos, durante seu curso universitário.


     Os dias passaram e o primeiro “arranca-rabo” surge no edifício. Tudo por conta de um cartaz que você, a/o síndica/o, fixou na parede.


    Veja só! Alguns moradores daquele prédio eram bastante distraídos e não fechavam o portão, ao entrarem na área comum. Essa situação estava deixando todos os condôminos em apuros, por isso, tal descaso deveria ser punido com multa.


     Foi isso que você fez! Mas, após colar o cartaz, muita gente passou a ligar para você reclamando do que você escreveu! Você foi ameaçada/o de impeachment sindical! 


O CARTAZ:


Atenção, moradores do Edifício Harmonia!



Os moradores, que não estão fechando o portão ao entrarem, estão faltando com suas responsabilidades! Faremos multa para todos! Nossas câmeras estão registrando tudo!


Síndica/o


 

EXPLIQUE ESSA BELA CONFUSÃO.

(logicamente que a explicação deve ser com base no uso das orações adjetivas)




sábado, 13 de junho de 2020

As Crônicas de Artur – Bernard Cornwell

As Crônicas de Artur – Bernard Cornwell

O Rei do inverno / O inimigo de deus / Excalibur

 1.586 páginas sobre a “lenda” de Artur, aquele que nunca foi rei


Para mim, é difícil tirar o “rei”. Sempre falei “O Rei Artur!”. 

Quase toda a história foi alterada em meu imaginário.

 

Se resolver ler meu texto, saiba que não contarei o enredo em si, mas farei observações gerais que podem conter spoilers, com base na perspectiva e estudo de Cornwell.

 

1.       A história é narrada em 1.ª pessoa, por um personagem fictício chamado Derfel que, ao meu ver, rouba a cena e ganha maior destaque do que o próprio Artur. Cornwell torna Derfel muito mais interessante do que o mote do livro, conta a história desse lanceiro deixando a de Artur como plano de fundo.   Saio da leitura conhecendo a história de um novo personagem que construiu sua vida com base na fidelidade que tinha por Artur.

2.       Artur, para mim, foi retratado como um herói insosso, sem ambição... Sabe aquela personagem boazinha de novela? Aquela que chega a irritar? A culpa é de Derfel.

Derfel constrói uma imagem de Artur que mantém a bravura, a honestidade e as demais características atribuídas a um cavaleiro medieval, mas não consegue nos mostrar sua alma. Foi como se eu conhecesse Derfel até às tripas, mas Artur permaneceu um estranho.

3.       Guinevere foi uma personagem que provocou em mim diversas reações. Tive que chegar ao volume 3 para reconhecer a construção cultural machista que indiretamente havia em minha leitura. Guinevere cometeu erros? Não a julgo mais. Perto de Guinevere, Artur é um fraco.

Fico feliz em relatar que consegui me policiar e deixar essa deusa de cabelos vermelhos incendiar minha leitura no último volume.

4.       Merlin, Morgana e Nimue – núcleo principal no quesito magia. Merlin foi uma surpresa. Mago ou charlatão? Qual a imagem que Cornwell quis passar por meio da visão de Derfel? Existia a magia ou era somente conhecimento atrelado à esperteza? Não sei.

Merlin era um velho egoísta e abusador. Morgana uma mulher fraca e influenciável. Nimue foi a rocha. Novamente, se eu não estiver enganada, Nimue figura uma nova personagem criada por Cornwell para contar a história. Temos novamente um desvio do foco, ao meu ver. Queria saber de Morgana, mas tive que acompanhar a Nimue. Embora seja uma excelente personagem, não atendia as minhas expectativas de leitura.

5.       Lancelot foi um bosta.

A história em si é muito boa, recomendo. Porém, caso resolva ler, precisa estar ciente de que lerá um texto bastante descritivo em relação aos embates físicos. São batalhas e mais batalhas sendo descritas. Muitas questões relacionadas ao adentramento do cristianismo na Britânia, também.

Sinceramente, colocando-me como alguém que não precisa assumir passionalmente um lado, acho que Artur e Derfel foram dois cretinos em relação ao Mordred e aos filhos de Artur. Eles eram responsáveis por cuidar do rei Mordred, criá-lo, mas o tratavam como um ser indesejado, criaram-no sem amor, ou seja, são responsáveis por seus defeitos de caráter e pelos fatos que se desenrolaram. Artur de certa forma renega os próprios filhos por outra mulher. Dane-se a época e o contexto! Herói é herói! Herói jamais abandona um filho!

Enfim, deixo a recomendação. É uma boa obra.


O DESTINO É INEXORÁVEL!

 Merlin




quinta-feira, 11 de junho de 2020

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 Atividade Avaliativa: Anúncio publicitário. Link para baixar:  anúncio publicitário

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